Energia solar é aposta no mercado de construção civil em Alagoas

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Fonte renovável é tendência em novos prédios do estado, incluindo a rede hoteleira da região, que já têm a solar em 100% de seus empreendimentos

As empresas de construção civil de Alagoas têm apostado cada vez mais em energia solar em seus novos empreendimentos para ajudar a reduzir os impactos trazidos pelo alto consumo de energia elétrica, principalmente no momento de crise provocada pelo covid-19. Segundo a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), o Estado ocupa o 21º lugar no ranking de estados brasileiros com Geração Distribuidora. São 17 MW (megawatts) de capacidade instalada em GD. Desses, 8 MW atendem ao comércio. 

O presidente do Sinduscon em Alagoas, Alfredo Brêda, enfatizou que toda a rede hoteleira no estado já usa energia solar, e os prédios em construção também vêm utilizando o meio renovável como alternativa. “Os empreendimentos de classe média e média alta já usam a energia solar há algum tempo. O Brasil só tem a ganhar com a inovação e expansão do mercado na construção civil”, concluiu.

Desde 2017, a MRV utiliza em suas construções o ‘telhado verde’, que consiste na instalação de células fotovoltaicas na cobertura dos empreendimentos, convertendo energia solar em elétrica. Segundo o diretor comercial da MRV Engenharia para Alagoas, Bahia, Sergipe e Minas Gerais, Yuri Chain, naquele ano este já era um dos maiores desafios da construtora da América Latina.

“Já investimos R$ 800 milhões nos últimos três anos. Todos os nossos empreendimentos estão sendo abastecidos com energia solar tanto no imóvel como no condomínio”, disse.

Em 2016, a construtora assinou o Pacto Global da Organização das Nações Unidas (ONU) fazendo parte de um time de organizações comprometidas em desenvolver seus negócios de forma responsável.

Em Alagoas, o primeiro empreendimento desse porte foi entregue em Maceió, no ano passado, o residencial Mar de Portugal, na parte alta da cidade. Mais dois produtos com energia solar serão entregues ainda neste ano. A carga de energia elétrica gerada pelo sistema fotovoltaico é transmitida para a rede de distribuição da concessionária de energia local. No final do mês, a energia injetada na rede de distribuição entra como saldo e é abatida da conta de luz mensal, podendo até mesmo cobrir quase totalidade da conta do condomínio.

O projeto de energia solar da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), que vai gerar energia elétrica para o Campus Maceió, foi aprovado em um edital de Eficiência Energética e Minigeração em Instituições Públicas de Educação Superior da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), garantindo o investimento de R$ 2 milhões da Aneel para eficiência energética.

A miniusina solar fotovoltaica da Ufal vai ser construída ao lado do Fórum Universitário, logo na entrada do Campus A.C.Simões, em Maceió. O espaço também vai servir para o desenvolvimento de estudos científicos para pesquisadores e alunos da graduação e da pós-graduação na área de co-geração solar fotovoltaica. Um dos cursos beneficiados com o projeto é de Engenharia de Energias Renováveis, que faz parte do Centro de Ciências Agrárias (Ceca).

O projeto de pesquisa da miniusina está orçado em R$ 1,16 milhão e a equipe é liderada pelo professor Márcio André Araújo Cavalcante, coordenador do curso de Engenharia de Energias Renováveis e pesquisador do Laboratório de Computação Científica e Visualização (LCCV) da Ufal.

O projeto envolve mais seis pesquisadores, entre doutores e mestres, dois alunos de mestrado e sete alunos de graduação de três cursos de engenharia e suas respectivas unidades acadêmicas: Engenharia Civil, do Centro de Tecnologia (Ctec); Engenharia da Computação, do Instituto de Computação (IC) e Engenharia de Energias Renováveis, do Centro de Ciências Agrárias (Ceca).

Para Madson Cardoso, supervisor técnico responsável pelas áreas de eletroeletrônica, energia, automação, petroquímica e plástico do Senai, a pandemia causada pela Covid-19 afetou o setor de construção civil. Porém, a crise faz com que se busquem ainda mais a energia solar, como alternativa para redução de custos. “Ainda há muito que explorar, porque Alagoas é favorecida pela energia solar com grandes oportunidades de crescimento”, explica.

Fonte: www.portalsolar.com.br veja mais no site.

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