Energia solar é alternativa viável e eficiente para irrigação

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Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) reuniu especialistas do setor energético, em live transmitida pelas redes sociais, para discutir o tema

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) organizou uma live transmitida pelas redes sociais, no dia 1 de outubro, para discutir, junto com especialistas do setor energético, o uso de fontes de energia alternativa na irrigação.

Conduzido pela assessora técnica da Confederação, Vanessa Prezotto Silveira, o debate teve a participação do diretor comercial da Valmont, Rui Saturnino Ruas, e do pesquisador em energia na Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Daniel Coelho.

As fontes de energia renovável tornaram-se uma grande aliada do produtor para reduzir a tarifa da conta de luz na propriedade rural sobretudo a energia solar. O diretor Rui Saturnino Ruas, destaca que o setor agropecuário tem potencial para usar a irrigação visando aumentar a produtividade ou produzir onde chove menos, e a produção de energia, para irrigar e também mover a propriedade.

“A fonte solar, por exemplo, é um investimento seguro. No setor agropecuário, já são mais de 21 mil usinas de geração distribuída de fonte solar. Para investir em fontes renováveis, o produtor deve calcular a viabilidade técnica, financeira e regulatória, além de escolher a melhor alternativa. O Brasil ainda precisa de muita energia para crescer e alimentar o mundo”, disse Ruas.

O Brasil está no “top 10 mundial” de áreas equipadas para a irrigação, segundo o pesquisador Daniel Coelho, mas só irriga 7 milhões de hectares. “O nosso potencial é muito maior do que a previsão de crescimento de 250 mil hectares de área irrigada por ano no Brasil.  Nosso potencial é de chegar em 60 milhões, 70 milhões de hectares. Há muito que avançar”.

Para o representante da Empresa de Pesquisa Energética 45% da matriz energética brasileira é composta por renováveis, o que serve de exemplo para o resto do mundo. “Nós temos um cardápio para escolher, é uma vocação. E o agro é o setor com maior potencial de autoprodução de energia. Consegue facilmente produzir e suprir toda a demanda da propriedade”.

Em julho, o primeiro pivô para irrigação do mundo acionado apenas por energia solar foi implementando no munícipio de Perdizes (MG). O projeto pioneiro foi desenvolvido pela Solbras em conjunto com a Valley e foi instalada uma usina fotovoltaica exclusivamente para o teste. Com potência de 128 kWp, o sistema alimenta um pivô capaz de irrigar 96,4 hectares por uma média de 6 a 8 horas por dia. 

“Esse sistema vem sendo testado há mais de seis meses. Está funcionando perfeitamente e atendendo a todos os requisitos”, declarou Ruas. Recentemente, a Solbras foi adquirida pela Valmont, que também é proprietária da marca Valley, empresa especializada em irrigação. 

Na ocasião, o diretor-presidente da Valmont, Renato Silva, comentou que a energia fotovoltaica traz diversos benefícios para a automação de sistemas de irrigação, além de assumir um papel importante para a redução do impacto ambiental.

Fonte: www.portalsolar.com.br veja mais no site.

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